terça-feira, 8 de setembro de 2009

Barra de Araranguá terá que ter draga e pescadores de Ilhas defendem fixação na comunidade

A primeira reunião realizada para discutir a fixação da Barra do Rio Araranguá foi marcada pelas dúvidas do local onde será a obra. A audiência pública aconteceu na comunidade de Ilhas, sábado(05/09), pela manhã e serviu para a apresentação do EIA - Estudo de Impacto Ambiental, primeira fase de uma séria de encontros que ainda precisa ser realizada em Araranguá pela prefeitura.

O deputado federal Jorge Boeira, presente no evento, considerou o primeiro encontro positivo. “É uma obra importante, de grande impacto social, econômico e ambiental. O debate neste momento é primeiro passo para não errar. O importante é que para a obra o presidente Lula já garantiu os R$ 28 milhões. A verba que antes sempre foi um problema agora está reservada. O que precisamos é discutir e ver o melhor projeto, o melhor local para não errarmos e esse compromisso compete a prefeitura”, comenta Boeira.

A apresentação do EIA foi feita pelo engenheiro, Edney Farias, da ENGERA, empresa de Florianópolis contratada para fazer o estudo que passa a servir como base para a conquista da licença ambiental da obra. Durante a reunião o engenheiro apresentou as características do empreendimento, o diagnóstico sócio-ambiental e a identificação do impacto ambiental. Segundo Farias, o estudo mostra duas certezas: Uma é que a obra terá um papel fundamental para diminuir as cheias na Bacia do Rio Araranguá, reduzindo o nível da água próximo a barranga e em até um metro de altura. A outra, é que sem o trabalho de dragagem para eliminar as areias do fundo da barra que vão se concentrando ela se fecha em menos de um ano, independendo do local de fixação. Pelos dados a vazão da água vai ficar em torno de 800m3 por segundo.

Onde vai ficar a Barra?

Mas a discussão maior ficou em torno do local de fixação da barra. Os moradores da comunidade de Ilhas, principal impactada pela obra, defendem que a fixação seja feita próximo a comunidade, de forma que a obra proporcione desenvolvimento à região. O engenheiro que apresentou os estudos disse que em considerando os aspectos hidráulicos , a vazão de água será a mesma, sendo em Ilhas ou reto ao rio como está no projeto. O ex-vereador Ozair da Silva, Banha, e o presidente da ONG Sócios da Natureza, Tadeu dos Santos alertaram que a empresa precisa apresentar as duas oportunidades de locais de fixação com todas as variáveis e não somente a de vazão (hidráulica).

Como esta foi a primeira reunião outras audiência públicas serão realizadas para debater o assunto. Participaram do encontro, além do deputado Boeira, o vice-prefeito Sandro Maciel, os deputados Estaduais Décio Góes, José Paulo Serafim, Valmir Comim, Joares Ponticelli, o Secretário do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, o vereador Chico Merêncio e a primeira dama do município, Claudete Mazzuco.

3 comentários:

  1. Aew Frazão aqui é o teu amigo Daniel, boa do Boeira trazer recursos para a região. Tomara que tudo saia do papel, pois o sul necessita de investimentos...

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  2. Obrigado por acessar aí cara, breve teremos mais noticias sobre a região de Criciúma e Araranguá..

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  3. O PROBLEMA E Q DA MAIS DINHEIRO DRAGAR ABRINDO SENPRE A BARRA.A FIXAÇAO E UMA SO VEZ.PARA A FIXAÇAO SAIR E SO O POVO DA ILHA SE REUNIR E NAO VOTAR ATE Q COMECE A FIXAÇAO.MEU BLOG sona-pescaria.blogspot.com

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